Nome: Porscha Axioméa
Idade Aparente: 26 anos
Distrito: Glam-Riot Vixenz (Setor: The Prime Lounge).
Estética/Subcultura: OG baddie/ Y2k royalty
Quote: Classe e influencia são moedas que nunca desvalorizam
POR QUE ME VISTO ASSIM? Gosto de visuais extravagantes, coloridos e, principalmente, caros. As marcas mais quentes de New Tibene não são influentes o suficiente até que criem um visual custom pra mim… Algumas já tentaram, o que é lisonjeiro mas ainda insuficiente.
Meu signature look são jeans de altíssima qualidade bordados à mão, casaco de pele sintética de algum animal topo de cadeia alimentar, meus saltos são Alezander Marfim edição limitada, obviamente, e a bolsa é Xtian Djor, aquela que metade de New Tibene tentou copiar e a outra metade fingiu que não queria. Os acessórios têm que chacoalhar quando eu ando. Se ninguém me ouviu chegar, eu nem saí.
UM DIA NA MINHA (NÃO) VIDA:
Acordei com a maquiagem quase no queixo e um cansaço que só uma festa no High-Voltage consegue proporcionar. Aquelas góticas bebem o quê? Fluido de isqueiro? Elas realmente sabem como se divertir.
Tive a impressão que vi a Satri flutuando por lá com aqueles crisântemos exageradamente perfumados. Eu não confio naquela mulher. Tenho certeza que essa névoa toda é obra dela… Ela tem uma vibe de quem sabe onde eu perdi meu vape favorito e não quer me contar. Enfim, a festa foi um desencarne!
Hoje, enquanto eu estava na fila VIP com a Tary, que por sinal estava assustadora com as modificações novas dela, apareceu um cara. O título dele era algo tipo ‘Arquiteto Sensorial de Ambientes Etéreos Pós-Morte’… eu juro, quase dei um espirro de risada na cara dele.
Ele tentou me vender a ideia de uma nova boate, querendo que eu desse o meu ‘selo de aprovação’. O auge foi quando ele disse que a Lena Morgue Anne já apoiava o projeto (o que tenho haver com essa who?).
Olhei para ele, fiz aquela minha expressão de ‘estou te ouvindo, mas minha mente está escolhendo a próxima cor de esmalte’, e interrompi o monólogo:
— ‘Querido, deixa eu te contar um segredo: o projeto é uó e o seu argumento é pior ainda. Você está usando o nome da Lena porque o seu próprio não tem peso nem pra segurar um daqueles corpos secos dos mausoléus das góticas. Da próxima vez, traz algo que você realmente acredita, ou pelo menos um drink decente, em vez de tentar me enganar com essa conversa fiada.’
Ele tentou gaguejar uma defesa, num flow mais torto que o da ****, mas eu já tinha voltado minha atenção para o hostess. Fiz um sinal com a mão, unhas de 15cm, amor, e ele já abriu a corda do camarote.
Lá dentro, eu e a Tary ficamos naquele nosso esporte favorito: Tecer comentários construtivos
— ‘Irmã, olha aquilo…, sua colega do Exxxtreme-body Labz botou tanto gancho e argola nas costas que eu tive que me segurar pra não pendurar minha bolsa e meu casaco nela”
Olha as divas do seu distrito, retrucou Thary.
‘A gata se empolgou tanto no laquê pra segurar o rabo de cavalo que a testa dela tá tão esticada que se ela piscar, o dedão do pé levanta.”
A gente conversou a noite inteira. Reclamamos da Satri, reclamamos do calor, do drink, das pessoas, e claro, lembramos daquela nossa terceira amiga que sumiu. No fim das contas, eu sou a realeza desse lugar, mas só porque eu tenho a língua mais rápida e o cabelo mais alto. Amanhã tem mais, e se eu encontrar aquele ‘Arquiteto Sensorial’ de novo, vou sugerir que ele projete um ambiente onde ele fique em silêncio. Ia ser um sucesso!